terça-feira, 28 de julho de 2009

Carta ao camarada Cleto

Poá, inverno de 2009
Carta ao camarada Cleto

Boa noite

Poá é uma cidade interessante. Passou por uma administração, provavelmente a mais corrupta da história, e continua em pé, como se nada tivesse acontecido.
Possui aproximadamente 120 mil habitantes e nove (9) agências bancárias, daí a idéia da quantidade de riquezas que por aqui transita. Uma densidade de quase 13 mil pessoas por agência, é mole?

No domingo pela manhã me dirigi até a agência do Bradesco para fazer um depósito para uma certa pessoa que não vem ao caso citar, visto que tal pessoa não deixa a menor dúvida... pois bem, fui até a tal agência (nesta cidade Jóia o Bradesco possui DUAS agências) e me deparei com uma situação inusitada: os três caixas eletrônicos não aceitavam depósitos. Um indicava a máquina ao lado e as outras duas estavam com a referida operação indisponível.
Desalentado por não conseguir executar operação tão complexa, pensei em ir até o outro lado da cidade até a outra agência, mas a fadiga me impediu.

Já na manhã de segunda-feira, fui até a agência do outro lado da cidade, pois não queria perder tempo e nem ficar nervoso com o equipamento de última geração, para mim, obsoleto.
A agência é enorme e tem um monte de máquinas (e pensei que meu compromisso estava resolvido), então resolvi preencher o envelope de depósito em dinheiro (apenas R$ 70,00) e me deparei com outra situação que a mais moderna tecnologia não podia resolver: Não havia envelope para depósito em dinheiro.

Como ninguém em sã consciência confia em bancos, principalmente este, decidi escrever e enviar este bilhete para que meu credor aceite esperar alguns dias para que quando nos encontrarmos eu possa lhe entregar os R$ 70,00 em mãos, já que pela parafernália eletrônica do Bradesco isso não foi possível.

Obs: Espero que seja compreensivo e acredite, tudo isso é a mais pura expressão da verdade.

Atenciosamente: Darcio Vasques

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