terça-feira, 1 de setembro de 2009

Antonio Palocci

A absolvição de Antonio Palocci pelo Supremo Tribunal Federal coloca em questão o compromisso social, através de uma ação política, ou a omissão que está associada à cumplicidade.
Vejamos: Se você trabalhasse com informações sigilosas e deparasse com algo de natureza evidentemente criminosa, porém legal no aspecto oficial, o que você faria? Denunciar sem ter provas reais ou vazar a informação?
O que você faria?
Não conheço a peça processual envolvida, falo apenas por especulação.
Sei que na época o então Ministro Palocci era pesadamente bombardeado pela oposição de direita e esquerda, era até cogitado para suceder Lula, até que apareceu um caseiro fazendo fortes denúncias contra ele. Duas semanas antes, a Receita Federal constatou uma movimentação bancária atípica deste caseiro, isto é, houve um depósito em sua conta de um valor incompatível com sua renda. Após alguns tempo seu extrato bancário saiu nos noticiários.
Com a publicação do extrato bancário, chamada de quebra do sigilo bancário, ocorreu uma feroz pressão que culminou com a saída de Palocci.
Repito não conhecer a peça processual, mas está claro que deve ter ocorrido um suborno ao caseiro feito por algum endinheirado interessado em prejudicar o governo, porém o evidente suborno não recebeu qualquer atenção, mas sim a divulgação de algo que parece ser a comprovação de um suborno, e suborno é crime.
O caseiro virou herói (e com dinheiro) e o ministro caiu.
Sei que neste caso específico parece ter havido irregularidade por parte de alguém na equipe do Ministro em divulgar a conta do caseiro, mas a atitude foi baseada na ética.

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