Invadido por Cristóvão Colombo em 1492, o Haiti foi a mais próspera colônia francesa na América, produzindo açúcar, cacau e café, porém a maioria de sua população tinha sido morta ou escravizada.
Em 1794 uma revolta de escravos conquistou a abolição da escravidão, sendo o primeiro país no mundo a realizá-la.
Após violentas batalhas, em 1803 os invasores foram derrotados e o país se declarou independente.
Em 1804 os europeus aprovaram um boicote comercial por 60 anos ao novo país. Para findar com o bloqueio, o Haiti pagou 90 milhões de francos à França.
Um longo período de instabilidade e em 1844 o país foi dividido, surgindo a República Dominicana.
O Haiti teve vários governantes e muitos deles foram assassinados e o país foi ocupado militarmente pelo Estados Unidos.
Em 1957 François Duvalier, o Papa Doc, apoiado pelos EUA, foi eleito e instaurou uma sanguinária ditadura apoiada pelo tropa de elite, os tontons macountes. Foi sucedido por seu filho, o Baby Doc, também repressor, até que fugiu e recebeu asilo da França.
Mais um período de instabilidade até a eleição em 1990 do padre Jean Bertrand Aristide, um padre católico progressista, porém foi deposto no ano seguinte e nova instabilidade, com sanções econômicas e acordos não cumpridos.
Em 1993 a ONU decretou bloqueio total ao país. Em 1994 a ONU autorizou intervenção militar e Aristide foi reconduzido ao poder.
A oposição de direita exigiu a renúncia de Aristide e em 2004 os tontons macoutes iniciaram um levante militar que derrubou Aristide que se asilou na África do Sul.
A ONU decidiu estabelecer em 2005 a Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (Minustah), liderada pelo Brasil.
Agora em 2010 ocorre o terrível terremoto que causou dezenas de milhares de mortos e a destruição da já precária infra-estrutura do páis, agravando ainda mais a situação de fragilidade social e ameaçando provocar mais instabilidade política.
Nestes cinco anos em que o Brasil está à frente da Minustah, infelizmente não ocorreram mudanças significativas na estrutura política, econômica e social, carecendo o país da existência de um Estado que possa agir de forma a começar a atender as necessidades de sua população.
O terremoto, a fuga dos tontons macoutes da prisão em ruínas, mais a estranha postura das tropas dos EUA controlando o aeroporto e impedindo a aterrisagem de um avião da Ong Médicos sem Fronteiras, merece acompanhamento cuidadoso pois contra o Haiti já conspiraram não só a fúria da natureza, mas sim as maiores potências mundiais, e a história é prova disso.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
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