segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Liberdade de imprensa ou imprensa privada?

    Em dezembro ocorrerá a 1ª  Confecom, Conferência Nacional de Comunicação, convocada pelo presidente Lula e resultado da pressão popular para discutir e propor projetos para democratizar a produção e o acesso a informações.
    Sabemos que existe uma concentração dos meios de comunicação nas mãos de algumas poucas famílias, especialmente os meios eletrônicos. Tal situação deve ser mais absurda que os resultados do Censo Agro-Pecuário divulgado nesta semana pelo IBGE demosntrando haver um aumento da brutal concentração de terras em nosso país.
    Nos anos 80 defendíamos “uma reforma agrária na terra e no ar” pois já conhecíamos a grave situação intensificada após o golpe militar de 1964 e a entrada da Time-Life na Rede Globo.
    O regime militar investiu pesadamente em comunicação para fazer que sua doutrina atingisse todo território nacional, criando assim verdadeiros impérios nacionais e regionais de comunicação.
    Com o avanço do movimento social e o fim do regime militar a situação das comunicações não sofreu alterações, permanecendo a mesma estrutura vertical que temos hoje.   
    Naquele momento montamos rádios-livres e usávamos a palavra-de-ordem “piratas são eles, nós não estamos atrás do ouro”, até a zona Leste de São Paulo se tornar o maior expoente delas no país.
    Tínhamos um propósito de politizar a discussão das concessões públicas das rádios e TVs mas infelizmente não conseguimos atrair as organizações sociais e nem os partidos progressitas.
    Hoje parece que temos a oportunidade de questionar o monopólio da mídia privada, monopólio este que tem objetivos cada vez mais distantes dos interesses da população brasileira.
   

Nenhum comentário:

Postar um comentário