terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Obama e o prematuro Nobel da Paz

    Recentemente o mundo foi surpreendido por Barak Obama ser agraciado pelo prêmio Nobel da Paz, apesar de concretamente não ter feito nada para merecê-lo, os defensores alegaram que ele representava o espírito de mudança  com tolerância e diálogo, e que seria ele sensível às demandas sociais e globais, capaz de abrir diálogo com os mais diferentes.
    Passado pouco tempo podemos perceber que talvez tenha sido um grande equívoco. Mas vamos aos fatos:
    Na questão Palestina-Israel, o governo estadunidense não mostra claramente ter havido alguma mudança, mantendo até o momento uma política de defesa dos interesses israelenses.
    Na cúpula sobre mudanças climáticas, não apresenta metas clara, como fez o Brasil apresentando a meta de reduzir em 40 % a emissão de carbono na atmosfera.
    A criação de Bush do “eixo do mal” continua fazendo parte da doutrina de segurança do EUA, classificando Coréia do Norte, Irã, Somália, Cuba e Venezuela como terroristas.
    O apoio envergonhado ao golpe de estado em Honduras quando poderia ter utilizado sua influência toda para forçar os golpistas a devolverem o poder ao presidente eleito.
    Os afegãos e iraquianos que foram ou ainda estão presos em Guantánamo que até hoje não possuem direito de defesa ou qualquer direito de reparação, além de negarem a devolução do território ao governo de Cuba.
    Manutenção do bloqueio econômico à Cuba, bloqueio este de mais de 40 anos.
     E a mais recente aprovação da instalação de sete bases militares na Colômbia, provocando instabilidade, instigando uma corrida armamentista e ameaçando a soberania de quase toda América do Sul, inclusive do nosso Brasil.
    É saudável que Obama queira incluir 35 milhões de cidadãos americanos no sistema previdenciário público, porém está recebendo grande oposição, o que mostra que nem internamente existe solidariedade com os mais pobres. Mas isso é um problema interno deles.
    Esta lista pode se prolongar ou terminar aqui, porém o que estamos presenciando é a ameaça da arrogância com toque de veludo do governo representado pelo presidente Barak Obama.

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