Nossa luta para garantir o dia-a-dia, o cumprimento das obrigações legais e sociais, acabam em nos ocupar de coisas que não fazem, necessariamente, parte de nossa natureza.
A busca em realizar projetos, as disputas diárias, os grandes planos, enfim, coisas que classificamos como prioridades e de importância maior são, muitas vezes, apenas importantes para nos manter convencidos que estamos fazendo algo, realmente, importante neste mundo.
Por vezes esquecemos as coisas mais simples que fazem parte do cotidiano, e ainda assim continuamos a dar atenção a coisas "mais importantes", enquanto nossas angústias crescem e se alimentam de projetos que nunca são concluídos.
O passado, oh, belo passado, com seus momentos incríveis e intrigantes que nos tornam o que somos hoje, suas lembranças acabam se tornando poeira ao vento.
É certo que tentamos transformar o mundo naquilo que gostaríamos que ele fosse, mas é uma tarefa talvez eterna.
Em certos momentos quando temos um encontro com nosso passado levamos um susto ao percebermos o quanto vivemos e quanto não damos importância a ele. Este momento pode ser de dor ou alegria, porém o mais importante é o termos vivido.
Um momento importante aconteceu há cerca de um ano e que estou ainda tentando assimilar:
Certa vez, assistindo uma peça teatral em que meu filho participou, em dado momento o personagem principal falou: "É preciso viver a vida não do jeito que ela é, mas do jeito que a gente gostaria que fosse".
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