Temos visto nos últimos dias cenas aterrorizantes de violência na cidade mais importante do país quando alguns jovens, de forma gratuita, agrediram um rapaz, em plena Avenida Paulista, uma das área mais caras do mundo.
O fato em si já é um absurdo, mas as imagens gravadas pelos sistemas de segurança privados mostraram que a violência foi, repito, gratuita, aparentemente.
O que teria levado os jovens criminosos a agirem daquela forma?
Ao prestarmos atenção nos recentes noticiários percebemos que nossa sociedade é por demais violenta, principalmente contra as minorias políticas e os mais pobres.
Recordemos do índio Galdino que morreu após ter seu corpo coberto com gasolina e em seguida ser queimado por jovens em Brasília.
O quase diário assassinato de moradores de rua em grandes cidades brasileiras, a tortura e assassinato de crianças, a falta de atenção com os idosos, a forma pouco educada com que pessoas oriundas de outras regiões são tratadas, os sem-teto e os sem-terra, os estereótipos que normalmente são utilizados para com os negros, paraguaios e outros...
O que causou tanta repercussão nos recentes casos de violência é que todos eles são executados por pessoas que pertencem à faixa social que tem acesso à educação e à cultura e um razoável padrão econômico.
O processo de formação do Povo Brasileiro ocorre numa permanente luta entre as aspirações da população e a apropriação do produto dessa população. Entre aqueles que produzem as riquezas e aqueles que a usufruem, ou entre o que poderia estar ao alcance de todos e está concentrado em poucos. Enfim, a histórica questão da concentração da renda ou da exploração de quem produz e de quuem se apropria. Temos como pano de fundo a questão que muitos têm horror em falar: a luta de classes.
Percebemos que o preconceito e o racismo estão presentes no cotidiano de todos, e devido a algumas situações eles afloram em atos violentos.
Uma sociedade autoritária, opressora e excludente como a nossa necessita, urgentemente, radicalizar seu processo democrático.
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