Neste ano que finda muitas coisas que interferem diretamente em nossas vidas aconteceram. Tivemos a continuação da crise mundial que não trouxe maiores problemas para nós brasileiros; o crescimento do nível do emprego formal; a redução da pobreza absoluta; a melhora na massa salarial; o combate à violência, o crescimento da economia...
Tivemos também importantes definições que influenciarão nosso futuro como a exploração do pré-sal sob controle do governo brasileiro, que desagradou as grandes petroleiras mas garante recursos para saúde, educação e pesquisa.
No plano internacional o Brasil está se colocando como um país maduro e conquistando espaço, deixando de ser um país submisso aos interesses das grandes potências.
Na política a candidata do presidente Lula venceu as eleições e garante a continuidade de um governo progressista e com base social, abrindo grandes perspectivas para um período de ouro, se as oposições não impedirem.
Tudo muito bom, tudo muito bem... Mas o país tem outra agenda a cumprir.
O Brasil continua tendo uma monstruosa concentração fundiária que condena grande parte da população rural à pobreza e à violência, situação que não se alterou e que Dilma Rousseff terá que enfrentar.
A concentração da renda continua das mais absurdas e os conservadores estão fortes o suficiente para evitar qualquer mudança.
A participação da população no gerenciamento do país continua a ser feito através de representantes que podem ou não ouvir os clamores populares.
O Poder Judiciário continua sendo um poder de perfil aristocrático, separado da população e que em muitos casos parece conspirar contra ela.
A Educação básica está destruída e levará muitos anos para ser recuperada.
Enfim, são tarefas das mais difíceis de serem cumpridas num sistema estruturado na exploração do ser-hhumano, esgotamento dos recursos naturais e avesso a qualquer política que se baseie na solidariedade.
É presidente Dilma, tens uma grande guerra a vencer.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
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