Nos últimos anos a cidade de Poá tem promovido diversos eventos organizados pela Secretaria de Cultura. Muitos deles fazendo parte do calendário oficial. Grandes recursos financeiros estão à disposição da pasta. Um enorme contingente de funcionários e contratados acabam engrossando o elenco. Mas com toda essa infraestrutura, por que não emerge uma tradição cultural poaense?
Ao olharmos atentamente o calendário cultural percebemos que ele privilegia determinados grupos políticos, religiosos e econômicos. Parece que a prioridade é satisfazer as conveniências desses setores sociais e somente depois é que vem realmente a cultura. É comum artistas não terem a mesma consideração que vereadores ou quadros da prefeitura alheios ao assunto..
No rádio e na televisão temos a repugnante figura do Jabaculê, propina paga a empresas de comunicação eletrônicas para divulgarem determinadas música, em outras palavras, só toca se pagar. Meios de comunicação social a serviço do mercado cultural.
No início os artistas almejam apenas espaço, e isso está facilmente ao alcance da municipalidade.
A Cultura somente pode ser trabalhada adequadamente por quem possui compromisso com ela para perceber as manifestações autênticas, as que surgem de dentro da alma, e não de dentro do bolso.
Precisamos criar um ambiente em que os artistas possam discutir fraternalmente para que surjam novos caminhos por onde trilharão as mais variadas manifestações culturais. Aí sim será possível criar uma agenda cultural autêntica.
A prefeitura poaense precisa mudar de orientação e escolher o justo entre dois lados: o comércio cultural ou a cultura propriamente dita, pois não é possível servir a dois senhores ao mesmo tempo!
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário