A expressão de um lugar qualquer não está necessariamente em seu poder econômico, mas sim em suas expressões naturais e culturais.
O valor econômico se expressa pela quantidade de riquezas mensuráveis, aquelas que são depositadas nas agências bancárias ou em imóveis para especulação imobiliária, entre outras.
Os valores da natureza estão aí feitos para nosso uso e contemplação, bastando apenas saber como fazê-los sem causar sua destruição.
As expressões culturais são os resultados de eventos e situações que as pessoas produzem através de complexas relações sociais e históricas, resultando no que chamamos de cultura.
E ela está por aí em todos os cantos e lugares, nascendo, florescendo e se transformando. Em cada quarteirão pessoas se agrupam para produzir cultura, ou de forma individual apenas. Nossa terra possui inúmeros talentos que devem ser incentivados pelo Estado.
A indústria cultural possui seu perfil que é transformar cultura em grana, de forma a não possuir compromisso com o espírito humano ou com as aspirações da sociedade.
O que vemos na prefeitura de Poá é a opção pelo lado errado da coisa, deixando em segundo plano a cultura que permeia a sociedade. A que nasce do povo.
Quero acreditar que esta opção ocorre espontaneamente e não por outros motivos, pois a formação cultural dos administradores públicos define a sua política. E ela está aí para ser conferida.
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