quarta-feira, 14 de março de 2012

O VELHO CARNAVAL

Há alguns anos, minha filha ainda pequena me pediu para levá-la à matinê do baile de carnaval. As matinês são bailes feitos à tarde para atender a alegria das crianças e adolescentes.
 

Lembro-me da época em que as matinês eram mágicas, o lema era pular e cantar junto com a banda e percorrer o salão em um grande cordão humano. A banda com seus músicos com instrumentos de metal e percussão, executavam as tradicionais canções como “Olha a cabeleira do Zezé”, “Alalaô” até chegar a última que, se não me engano, era “Máscara Negra”. Mas hoje são apenas sombras de um passado marcante.
 

Mas acompanhando minha filha, ao adentrarmos à festa, encontrei uma cena totalmente diferente. Os músicos foram todos substituídos por gravações eletrônicas e as tradicionais canções brasileiras por estilo “dance”. No salão havia uma cama elástica com uma gigantesca fila e nem mais sinal do cordão humano. As crianças estavam brincando como fazem em qualquer festa de aniversário, além, é claro, do som altíssimo.
 

Para minha filha serviu para matar a curiosidade o que a fez se desinteressar pela tradicional festa. Para mim o choque das mudanças dos tempos e a saudade do velho Carnaval.
 

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