quarta-feira, 17 de março de 2010

Uma história de lutas

    O Brasil poderia ter sido o primeiro país do mundo a reconhecer o direito do voto às mulheres já em 1891, mas a Assembléia Nacional Constituinte de então não aprovou a proposta. Dois anos depois a Nova Zelândia o fez.
    Já naquela época havia um grande questionamento sobre a desigualdade de direitos entre homens e mulheres.
    Como minoria política, elas somente tiveram este direito reconhecido cinqüenta anos depois, já no final do Estado Novo. O direito a herança somente foi reconhecido em 1962.
    Hoje temos prefeitas, governadoras e provavelmente teremos uma mulher como presidente da república.
    Mas o fato de ser mulher deve ser visto com acuidade, pois é certo ser fundamental sua participação nas decisões que vão mexer com a vida de todos nós, mas é também certo que para isso valer de forma positiva deve ser baseado em profundo compromisso social.
    A história mostra que assim como os homens não são iguais, as mulheres também não são. Tivemos Rosa Luxemburgo que lutou por uma revolução social, mas tivemos também Margareth Tacher que adorava uma guerra e quebrou a espinha dorsal do movimento trabalhista inglês.
    Aqui em nosso país podemos também fazer uma lista enorme, mas a questão de fundo não está simplesmente no gênero, mas na divisão social e na forma como a sociedade está estruturada privilegiando a acumulação de riquezas nas mãos de apenas uma pequena parte da sociedade, pois esta produção de riquezas entende que a mão-de-obra masculina é diretamente mais produtiva, cabendo à mulher um lugar de apoio.
    Sabemos que esta situação não se originou no capitalismo, mas certamente ele se apoiou e aprofundou esta situação que somente tem sido suavizada com o avanço das tecnologias.
    Hoje temos muitas manifestações a respeito do Dia Internacional da Mulher, mas os detentores do poder tentam banalizá-lo, levando muitas pessoas a comemorarem este dia somente com glaumor, desconhecendo completamente suas origens históricas e seu custo com vidas humanas.
    É hora de garantir conquistas e estendê-las para todos os cantos, dos grandes centros urbanos até os locais mais distantes, tornando assim os direitos iguais e justos ao alcance de todas as pessoas, para que todos os dias possam ser o Dia das Mulheres.

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