No ano passado, durante a apresentação teatral em Suzano, da escola em que meu filho estuda, ocorreu
o que já era esperado pois inúmeras pessoas foram barradas devido ao pouco espaço na sala de apresentação (teatro Armando de Ré).
Novidade? Não, apenas mais um dos inúmeros casos em que apenas uma parte da população acaba
tendo acesso a espetáculos públicos de qualidade.
Um outro evento, também em Suzano, contou com a apresentação de um ícone da MPB (Tom Zé),
mas ocorreu coisa semelhante, pois os convites não chegaram à população, ficando restrito a apenas alguns
“iluminados ou convidados ilustres”.
Em Mogi das Cruzes temos o Teatro Vasques, mas está geograficamente distante daqui e se encontra
envolvido em outra realidade.
O que fica para nós então, pobres mortais?
Acredito que as cidades de Ferraz, Poá e Suzano, assim como as demais, possam algum dia trabalhar
em conjunto para construirem um espaço com salas que comportem apresentações teatrais, orquestra e demais apresentações que necessitem de ambiente fechado, para que possam desenvolver trabalhos culturais
que atendam públicos segmentados. A AMAT pode ser o caminho para isso.
Esta situação é apenas um reflexo da ausência de propostas culturais que possam conectem as cidades
da região, seja em atividades tradicionais ou experimentais.
Uma política cultural para a região deve, necessariamente, unir as prefeituras para que possamos descobrir
as vocações culturais e fortalecer os laços entre os cidadãos, ao mesmo tempo que aumentará a oferta
de espetáculos e dar uma face humana e criativa para esta nossa região tão carente de espaços culturais.
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