sábado, 2 de julho de 2011

CHICO BUARQUE AOS 67 ANOS

Confesso que não sou chegado a comemorar aniversários de artistas, mas no caso de Chico é diferente. Foi um de meus ídolos na música, assim como alguns outros, mas no caso de Chico, como disse, é diferente.

A qualidade de suas composições, a sensibilidade quando fala de amor, de liberdade, com as crianças ou descrevendo o cotidiano, sempre defendendo a cultura nacional.

Mas o que mais me chama a atenção é a coerência com as lutas sociais, não se omitindo e por diversas vezes assumindo posição políticas bem claras e arriscadas como na canção Pequeña Serenata Diurna, do cubano Silvio Rodriguez, ou em Canción per la Unidad de Latinoamérica, que dispensa comentários, assim como em Tanto Mar, uma homenagem à Revolução dos Cravos, Cálice, um hino contra a ditadura militar, a homenagem ao dia do trabalhador, em 1° de Maio, ou a aparentemente ingênua Morena de Angola, onde em sua última frase diz “Morena bichinha danada, minha camarada do MPLA” em referência à revolução angolana.

No cenário nacional esteve presente em quase todos eventos políticos, sempre assumindo seu lado na luta.

Outros também se posicionaram de forma clara como a família Caymi, que não capitulou como a maioria dos demais artistas baianos em relação a ACM (Antonio Carlos Magalhães), Vagner Tiso, os saudosos Taiguara e Elis entre outros.

Apesar da qualidade como artistas, alguns mudaram de lado como Caetano Veloso. Outros ainda sempre tiveram lado, o lado de lá.

Chico Buarque pode ser encarado como a melhor tradução da Alma Brasileira.







Obs.: Neste mês outra personalidade também aniversariou, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que fez 80 anos.
FHC pode ser descrito como num verso de Milton Nascimento, parceiro de Chico:”Fica de frente para o mar, de costas pro Brasil, não vai fazer deste lugar um bom país”.

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